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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Já conheces o sapo cowboy, o besouro cornudo ou o peixe-gato com espinhos?

   Uma expedição científica ao Suriname embrenhou-se numa das últimas florestas tropicais virgens do planeta e identificou 1300 espécies, das quais 46 ainda não constavam da lista da biodiversidade mundial.

   Os resultados da expedição científica revelados nesta quinta-feira pela organização Conservation International – que celebra os seus 25 anos este mês – incluem oito peixes de água doce, um sapo arbóreo (que passa a maior parte da sua vida em árvores) e dezenas de novos insectos.


 Um peixe-gato (Pseudacanthicus sp.), coberto de espinhos para se proteger das piranhas, estava prestes a ser comido como um snack por um dos guias locais quando os cientistas repararam que esta era uma espécie ainda desconhecida e o preservaram como um espécime.






   Ainda nesta floresta muito pouco estudada, os investigadores encontraram o sapo cowboy (Hypsiboas sp.), que parece ter esporas nas patas, durante uma saída de campo nocturna no rio Koetari.



Voltaram a encontrar o besouro cornudo e o sapo Pac-Man


   Além das 46 novas espécies, a expedição identificou 1300 já documentadas, incluindo o sapo Pac-Man (Ceratophrys cornuta), predador voraz que consegue comer presas quase do seu tamanho, incluindo aves, ratos e outros anfíbios.



   O grande besouro cornudo (Coprophanaeus lancifer) tem o tamanho de uma tangerina e pesa mais de seis gramas. Este animal, de cor metálica e púrpura, tem um corno na cabeça que usa como arma contra outros besouros.
  

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Cientistas descobrem 50 espécies novas por dia

Cerca de 50 novas espécies de animais, plantas e outros seres vivos são descobertas, em média, todos os dias. E a maioria são insectos e aracnídeos, segundo um relatório de uma instituição científica norte-americana.

Serem “descobertas” não é o mesmo que dizer que as novas espécies nunca tinham sido antes vistas. Muitas serão conhecidas e até utilizadas por populações locais, mas nunca terão sido identificadas e nomeadas como seres de facto diferentes dos que já existem, de acordo com a notação criada no século XVIII pelo botânico e zoólogo sueco Carlos Lineu. Ou então eram sub-espécies que, a dada altura, passaram a ser consideradas espécies distintas.

Em 2009, os invertebrados representaram 72% das novas descobertas a nível global. No outro extremo, depois das plantas, fungos e micróbios, estão os vertebrados, com apenas 3,3%. Das 639 novas espécies descobertas nesse ano, metade (314) são peixes e cerca de um quarto (148) são anfíbios – quase todos sapos ou rãs.

Há ainda 120 novos répteis, como cobras, lagartos, iguanas, camaleões e tartarugas, e apenas 41 mamíferos, na maioria morcegos e roedores. As aves ficam por último, com apenas sete espécies novas em 2009.

O interesse dos cientistas não se fica pelos animais e plantas vivos. Pelo menos 1905 novas espécies fósseis – já extintas há um longo tempo – foram descritas em 2009.

As que existem hoje correm o risco de rapidamente se juntar a esse grupo. Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza, apenas 4% das espécies descritas pela ciência estão ser alvo de alguma monitorização. E, dessas, três em cada dez estão ameaçadas de extinção.
in "Público"
19-01-2012